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imensamente:

Teu silêncio se tornou tão alto, que faz arder todos os sentidos do meu corpo.

Teu silêncio é oco.

Devastador.

É tão alto, que faz roer.

As unhas,

a carne,

os ossos.

Os meus ossos.

Teu silêncio é tão louco. Rouco.

Que faz barulho.

Penetra os olhos, ouvidos.

E os poros.

Teu silêncio ecoa a minha alma,

e diz.

Ele diz tão fraco,

que corre em meu sangue…

teu silêncio. Que é a fala mais

mútua, de se ouvir

sem voz.

Mesmo que sem voz,

diga tão alto.

- Maria Luiza Viana

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Source:saying
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Renascer

imensamente:

O que as pessoas não entendem sobre mim, é que quando eu digo: só hoje eu escrevi dois textos. Na verdade eu quis dizer… que só hoje, eu morri duas vezes.
Eu volto, por mim.

- Maria Luiza Viana

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imensamente:

Noites chuvosas me lembram você.
Mas é claro que… não é novidade os fenômenos catastróficos me fazerem te lembrar.
Tudo que é bruto, forte, imprevisível e que causa estrago… me lembra você.
Machuca. Queima. Arde. Dói.
Seria tão fácil se você fosse culpada de tudo.
Das angústias, raivas, tristezas e principalmente da dor imensa em meu peito. Mas não é.
Você não fez sozinha! Eu deixei.
Deixei que você fosse até mim.
Permiti que se aproximasse. Que me olhasse.
Que me tocasse.
Me abrisse. E me punisse.
Eu permiti que me levasse com você.
Que me entrasse e me tirasse de mim mesma.
Que me arrancasse a pele… e me expusesse.
Eu permiti que segurasse minha mão, mesmo sabendo que iria larga-la sem nenhum perdão.
Me ama e me esquece. Me come e me deixa.
Me prova, me lambe, mastiga e deseja.
Mas não me engole.
Se envolve. E cospe!
Te ofereci minha intensidade. Você era tênue.
Minha paixão. Você era descaso.
Meu toque. Você era fria.
Minha carne. Meu corpo. Meu gozo. Minha casa.
Fiz de mim sua morada.
E te dei.
Minha alma.
Meu cheiro.
Meu beijo.
E todo meu jardim…
Mas você era alérgica.
As minhas flores. Aos meus frutos.
As raizes…
Ao meu ser.
Ontem fomos nós. Hoje, sós. E isso, me lembra você.
- Maria Luiza Viana

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Irreversível

librasolar:

Irreversível
Em todo esse tempo já percebi, que sempre que escrevo bem, algo vai mal. E assim se fez, penso exatamente como uma adolescente apaixonada, como uma menina que encontra o primeiro amor e não conhece as consequências e as responsabilidades de carregar outro alguém no peito. Me vejo de novo como uma criança, que não mede palavras e muito menos esforços pra conseguir o que tanto deseja. Penso de repente no dia em que vc virá a mim com aqueles beijos lentamente bruscos, e dirá: eu sou sua! Penso no dia em que vc enfim vai me deixar te amar, penso no dia em que vc vai se ver incapaz de respirar sem mim, no dia em que resolvermos juntas então gritar ao mundo: nós nos amamos! A partir desse momento, eu nunca mais vou descansar até o dia em que vc me olhar e disser: vamos viajar? Saberei assim que minha companhia lhe é tão agradável que queres passar comigo suas férias. Te ver sorrir e escolhermos juntas o destino, os assentos do voo, quem vai na janelinha e até quem dorme no canto da parede daquele quarto de hotel que decidimos ficar. Chegar, guardar nossos pertences, mas ter a certeza que o bem mais precioso está bem na nossa frente. Brindar. Beijar. Amar. Dormir tão juntas que uma quase entra na pele da outra, exatamente como uma tatuagem. Acordar cedo. Tomar café na cama. Planejar o dia. Passear. Conhecer pessoas, lugares, culturas, comer, beijar, registrar, voltar. Tomar um banho e ouvir vc dizer: traz minha toalha!! A toalha chega e vc diz: lava meu cabelo?! Os cachos escorrem entre meus dedos ao som de “Feeling Good” e nossa respiração se mistura com o cheiro de lavanda que vem do seu corpo. A água quente nos queima em chamas, a cada gota. Jantar. Beijar. Amar.
De volta pra casa penso em como é ruim me despedir de você, você não hesita em dizer que foi sua melhor semana em meses, e que isso vai se repetir por vezes.
Penso então com minha mente barulhenta e trabalhadora de várias madrugadas, no dia em que nos mudarmos. Isso! Pra nossa casa. Nosso lar. No dia em que cada cantinho terá um pouquinho da individualidade de cada uma. No dia em que eu chego e te vejo lendo numa concentração impetuosa do lado direito da cama. Um beijo. Te conto sobre meu dia corrido e você me conta sobre suas aventuras. Tiro a calça e o sutiã e me atrevo a cozinhar pra nós. Do banquinho você me olha e conversamos sobre a nossa próxima viagem e planos que teremos juntas. Seu cabelo preso, caindo sobre os ombros enquanto espera o jantar, me diz que eu não poderia escolher nada melhor que isso. Observo suas curvas posteriormente enquanto lavas a louça, e cada detalhe seu me excita irresistivelmente. O jantar não é grande coisa, mas o banho que tomamos juntas, renova as energias que vamos precisar pra mais tarde. De toalha mesmo, assistimos ao filme que a tempo dizíamos assistir mas nunca dava tempo. Secar o cabelo e escovar os dentes com os olhares se entrelaçando pelo espelho, seria o próximo passo desta noite. Encosto à cama, e no mesmo minuto você sentada em meu colo me olha, canto pra você aquela nossa música, e me encostas no ombro esquerdo. Deitamos, vc tira meus óculos com cuidado e um beijo vem de brinde. A noite amamos até de madrugada, e dormimos num abraço apertado. O relógio toca cedo. Levanta. Banho. Café. Beijos de bom dia! Não tem nada mais bonito que o som da sua voz dizendo: meu amor! Toda correria então recomeça. Trabalho. Não ruim. Um trabalho bom, o que escolhemos pra nossa vida. Aquilo que amamos. Os pensamentos tomam conta na hora do almoço. Uma mensagem. Uma carinha feliz. Um sorrisinho no canto da boca. Você me liga e diz que não tem graça comer aquele lanche natural sem mim. Diz que precisamos fazer aquele piquenique, que tanto falávamos a alguns anos. Eu concordo. E desligo dizendo pra lembrar da minha voz durante a reunião. A noite, tudo muda! Sem planos, sem destino, sem esboço. Os fins de semana são sossegados, cheios de amor, família e muitas risadas seguidas de dores intensas nas bochechas. Vamos então vivendo, é. Vivendo. Não sobrevivendo. Tomando responsabilidade de nossas escolhas, vendo tornar-se realidade aquilo que um dia sonhamos. E agradecer. Agradecer, torna tudo suficiente. O que temos, o que amamos. Sem se desfazer uma para com a outra. Só deixando a semente que plantamos, virar flor. Criar raíz.
- Maria Luiza Viana

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